Missão da Organização dos Estados Americanos identifica ação política externa, mas conclui que processo eleitoral transcorreu normalmente A equipe volta ao país para acompanhar o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. Chefiada pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler chileno José Miguel Insulza, a missão reuniu 91 observadores de 23 nacionalidades em 20 estados e no Distrito Federal. A missão classificou como “particularmente preocupante” a circulação de informações falsas sobre a eleição e os ataques sem fundamento ao sistema eleitoral.
A missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos Superpix Casino (OEA) publicou um relatório, na terça-feira (6), com constatações sobre o 1º turno das eleições de 2026 e com recomendações para o 2º turno, que será realizado em 25 de outubro. A Organização dos Estados Americanos divulgou um relatório sobre sua missão que acompanhou o 1º turno da eleição brasileira, destacando interferência de “ativismo político internacional” A equipe retornará ao Brasil para acompanhar o segundo turno, marcado para 25 de outubro. “Ao mesmo tempo, a Missão apela a todos os atores, nacionais e internacionais, para que ajam com responsabilidade e respeito às instituições brasileiras e à vontade soberana do povo”, diz o documento. O relatório também registra que o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, afirmou, em entrevista coletiva ao fim do primeiro turno, que “não foram constatados fatos que indicassem interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro”.
Na mensagem, o presidente do TSE demonstrou “profunda preocupação” com episódios que classificou como sobreposição indevida de competências do STF e afirmou que decisões monocráticas da corte estavam afetando diretamente a condução da eleição pelo tribunal eleitoral. A missão ressalva, porém, que parte dessas controvérsias foi provocada pelas próprias campanhas, que levaram suas reclamações aos tribunais. O relatório também registra críticas ao que alguns entrevistados descreveram como ativismo ou “protagonismo judicial” de integrantes das duas cortes, que teriam colocado ministros do STF e do TSE no centro da campanha eleitoral. No mesmo trecho, o relatório registra declaração do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, segundo a qual “não foram constatados fatos que indicassem interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro”. O documento, porém, não conclui que houve interferência estrangeira comprovada no processo eleitoral. De tal maneira, os sistemas de apuração e divulgação são separados, estabelecendo uma medida de segurança e boa prática.… Os engenheiros especialistas da Missão que testemunharam a divulgação dos resultados puderam observar que esse exercício não comprometeu o processo de totalização dos votos”, afirma o documento da OEA.
